A reivindicação é geral: falta de médicos e dentistas nas Unidades Básicas de Saúde de São Lourenço do Sul. Ouvintes têm entrado em contato com a redação do São Lourenço Repórter para manifestar o seu descontentamento com a atual situação e, principalmente, expressar as dificuldades para conseguir a marcação de uma consulta. Inclusive, remetendo a fatos, não pela busca por um especialista como acontecia em anos anteriores, mas o simples aporte de um clínico geral.

Na semana passada o interior se manifestou em peso. Citou dificuldades em conseguir consulta na Harmonia e Santa Teresa. Somasse a outro caso no Canta Galo em que o ouvinte relatou a falta destes profissionais naquela localidade, onde atenderiam apenas nas segundas e terças-feiras e, dentista com a cadeira de atendimento em manutenção.

Na manhã desta quarta-feira (18) a lourenciana Dona Edite Nolasco Peter, contou que está atrás de uma consulta na UBS do Coqueiro há dois meses, isto que precisa apenas da interpretação sobre um exame que tem em mãos. Diz que chega cedo ao “postinho”, mas a resposta é sempre a mesma: “a agenda está cheia”.

O prefeito Rudinei Härter (PDT) já concedeu entrevista no Programa dizendo que tem cobrado do governo federal uma atitude, haja vista serem os principais responsáveis na contratação, especialmente de médicos. Em outra oportunidade, um médico que atende nas UBSs de São Lourenço do Sul e, pediu para não ser identificado, também manifestou que o serviço por aqui está sobrecarregado.

Solução à vista?

Cerca de 1.700 cubanos que participaram do Mais Médicos e decidiram ficar no Brasil depois do rompimento do acordo com governo de Cuba poderão ser reincorporados no programa por um período de dois anos, de acordo com o relatório da Comissão Especial Mista da Medida Provisória 890. O senador Confúcio Moura (MDB-RO), relator do texto, propôs ainda que profissionais possam fazer a prova de validação do diploma por até quatro vezes, se desejarem atuar como profissionais no País. O relatório deverá ser votado na próxima semana.

O projeto trata da conversão da Medida Provisória 890 que criou o Médicos pelo Brasil, programa do governo Jair Bolsonaro para substituir o Mais Médicos. Uma vez aprovada na comissão mista, o projeto segue para votação no plenário da Câmara e depois, no plenário do Senado.