Nesta terça-feira (30) a vereadora e Procuradora da Mulher na Câmara, Marcia Lucas (PT), realiza juntamente com a Procuradora adjunta e vereadora Carmen Rosane Roveré (PSB), deputada federal Maria do Rosário, vice-prefeita de Santana do Livramento, Mari Trindade e a professora da FURG Graziela Rinaldi da Rosa, a live “Violência doméstica e feminicídio: BASTA!”, a partir das 20h30min no Facebook/marcialucas13.

A pauta vem a tona como Moção de Repúdio contra o Feminicídio ocorrido na última sexta-feira (26/06) em São Lourenço do Sul, com a morte de Queila Firmino de Oliveira, 36 anos.

A violência contra nós mulheres é uma consequência da desigualdade histórica de gênero estabelecida na sociedade, sendo enraizada nos padrões culturais e costumes tradicionais.

Queila Firmino de Oliveira era mãe de três filhos e foi ceifada pelo único fato de ser mulher. Queila foi morta pelo ex-companheiro, pai de dois dos seus filhos, em frente à sua residência, sendo o primeiro caso de feminicídio de São Lourenço do Sul no ano de 2020, mas além das estatísticas, foi tirado dela o direito à vida, de ver seus filhos crescerem, de permanecer ao lado de seus familiares, seus amigos e de toda comunidade.

Segundo dados do estudo “Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres”, a taxa de homicídios de mulheres no Brasil é a 5ª maior do mundo, são 4,8 assassinatos para cada 100 mil mulheres, conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, a cada sete minutos uma mulher é vítima de violência doméstica no Brasil, que mais de 70% da população feminina brasileira vai sofrer algum tipo de violência ao longo da sua vida, e uma em cada quatro mulheres diz ter sido vítima de violência.

O fato hediondo demonstra mais uma vez todo o machismo existente em nossa sociedade, que vem fazendo inúmeras mulheres vítimas todos os dias desse crime bárbaro. Infelizmente no dia 26 de junho foi a vez de Queila, morta em sua residência, tendo como testemunha sua filha. Assim, a Procuradoria da Mulher na Câmara de São Lourenço do Sul “repudia o feminicídio e todas as formas de violência contra a mulher, reafirmando o valor do respeito, da dignidade moral e física de todas as mulheres, sem distinção de idade, raça, etnia, condição social, etc. Não podemos ficar indiferentes diante deste fato, faz-se necessário que usaremos nosso poder de comunicação para mobilizar a sociedade em torno de uma agenda de defesa de direitos, que atue pela mudança de comportamento e pelo fim da violência contra nós mulheres”.