Foto: Tomás Arthuzzi

Diante do cenário da pandemia, muitas pessoas enfrentam traumas psicológicos, seja pelo distanciamento, pela proibição de conviver normalmente com os familiares e amigos, ou até mesmo pela limitação em acesso a lugares de distrações. Em razão desse fato, o psiquiatra, Dr. Flávio Resmini, concedeu entrevista nesta manhã (7) para falar sobre essas questões e ajudar a população a enfrentar a realidade.

O medo de contrair a doença e perder pessoas próximas é constante e, com isso, a ansiedade se torna presente fazendo com que muitas pessoas não consigam ter o controle. Além disso, problemas econômicos advindos da pandemia também estão presentes e geram uma preocupação a mais para muitas famílias.

Para tentar amenizar essa realidade, Resmini destacou que São Lourenço do Sul possui uma rede organizada de cuidados com a saúde mental, que é preparada para atender pacientes que sofrem com algum problema psicológico.

Desde o primeiro mês da pandemia foi criado dentro do ambulatório de saúde mental um serviço social chamado Escutar, que tem como objetivo ajudar os profissionais da saúde que estão na linha de frente da doença e os professores que estão lidando com novas metodologias de ensino, na qual muitas pessoas não se adaptam e dessa forma, gera mais ansiedade.

Ainda na entrevista o médico psiquiatra recomendou métodos de controle da mente, ainda mais nesse período: “O exercício físico, a meditação, o conversar, o desabafar, o rezar. Tem várias formas que a pessoa pode ter de recursos não medicamentosos para controlar sua ansiedade”, ressaltou.

Por fim, Flávio Resmini falou sobre o olhar empático que as pessoas devem ter sobre as outras, visto que podem ajudar a se sentirem melhor apenas sendo um ‘ouvido amigo’: “Se nós olharmos essa situação com uma forma de empatia, ou seja, se colocar no lugar do outro, a gente vai ver que pode, dessa forma, também ajudar, porque vai ter gente precisando mais da nossa escuta do que nós da escuta de outros”.

Escute a entrevista completa a seguir:

Entrevista com o médico psiquiatra, Flávio Resmini

por São Lourenço Repórter | 07/12/2020