O Supremo Tribunal Federal autorizou estados, o Distrito Federal e os municípios a comprar e aplicar vacinas contra a Covid-19, aprovadas pela Anvisa ou que tenham sido registradas e liberadas por uma das quatro agências sanitárias citadas em lei federal, assinada em fevereiro: as dos Estados Unidos, da União Europeia, da China ou do Japão. Contudo, a decisão cautelar tomada em ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil, necessária no caso de descumprimento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19.

Aqui em São Lourenço do Sul, a Prefeitura Municipal protocolou ofício na Câmara de Vereadores, em que solicita o duodécimo de 2020 para a aquisição de vacinas contra a Covid-19. “É uma questão preventiva. A gente está avaliando, tentando organizar um plano municipal. A gente ainda não tem um plano (de vacinação) aqui no Brasil, então, se necessário, o município vai adquirir as vacinas”, disse o jornalista do Departamento de Comunicação da Prefeitura, Cristian Iepsen, ao São Lourenço Repórter nesta terça-feira (22).

Para o presidente do Legislativo, Luis Weber (PT), o repasse do duodécimo para Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul, que passa por um drama financeiro em meio à pandemia, seria a melhor alternativa, haja vista, que a vacinação chegará via União: “Me soa uma estranheza, porque nem o Governo Federal tem um planejamento ainda de aquisição de vacinas”, contestou aqui no Programa.

Em toda essa história só há um fato, sem entrar nos méritos da obrigatoriedade da vacina – é assunto que carece uma reflexão exclusiva: O Presidente da República Jair Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal e o governador de São Paulo, João Dória, divergem sobre a vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan – vacina desenvolvida em São Paulo – a questão acabou envolvida na rivalidade política entre Bolsonaro e o governador de SP e, politizada pelo governo federal, que enxerga a China com animosidade. Sem falar das demais Pfizer, a Moderna, e a de Oxford, a população sempre ‘paga o pato’, principalmente o comércio, principal responsável pela tributação que sustenta a educação, concursados, segurança pública e principalmente eles: os políticos e suas ‘abençoadas’ máquinas públicas.