Com os pés descalços, águas no máximo até os joelhos, assim Seu Flávio Lajes e sua filha Tamires Rolim transitam na foz do Arroio Carahá. Família de árduos pescadores em busca do trabalho, do pescado, do sustento digno e, cansados de promessas. “Isso não tem condições, nós estamos todos trancados. Nós não podemos buscar o peixe. Que jeito passar barco aí!? Só barquinho a remo passa aqui”, diz o pescador.

Embarcações de grande calado atracadas, impedidas de ir para a Lagoa.

Seu Flávio diz que todo ano é a mesma coisa e, já faz mais de ano que nem mesmo um serviço paliativo é realizado pela Prefeitura, tampouco os sonhados molhes do Carahá: “Promessa é toda vida, mas fazer que é bom … Os molhes mesmo, só promessa!” A filha Tamires vai mais além, e destaca desde quando políticos vão a comunidade prometer a obra: “Desde antes da enchente. Aí quando vem a época da eleição eles lembram dos molhes do Arroio Carahá”.

Outra constatação do São Lourenço Repórter e de todos que passam, pode ser de carro ou uma simples caminhada, adiante a Lagoa dos Patos sem ter como retornar ao Arroio, uma embarcação ancorada (FOTO CAPA): “Já fica lá e arriscando dá um temporal e quebrar tudo”, questiona Seu Flávio.

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Reportagem da foz do Arroio Carahá

por São Lourenço Repórter | 23/12/2020