Na tarde de ontem (7), professores da FURG, desenvolveram pesquisas no arroio São Lourenço. Em entrevista ao São Lourenço Repórter, o professor, João Sarkis, especializado na área de bioquímica, falou que um dos aspectos que chamou a atenção de todos, foi o fato da Lagoa dos Patos apresentar locais com coloração verde em alguns pontos. 

Conforme informações do professor, esse fato acontece devido à presença de uma cianobactéria do gênero microcystis que surge com mais facilidade no verão, devido a diversas condições que acontecem nessa temporada. Esse problema pode se intensificar ainda mais, sendo um organismo tóxico capaz de levar animais a óbito, caso consumam muitos litros da água. Os seres humanos que ingerir ela acidentalmente na hora do banho na Lagoa, podem desenvolver problemas no fígado, rins, etc.  

Ainda na entrevista, o especialista mencionou alguns cuidados que a população precisa ter diante dessa situação: “Evitem tomar banho em áreas onde a praia está muito verde, procurem áreas da praia onde a água está mais transparente, mais cristalina. São Lourenço tem uma imensidade de enseadas que propicia essa escolha, então, procurem ir para as zonas da praia onde ela está menos verde”, destacou.  

Para as pessoas que tiverem contato com essa floração, o recomendado é que imediatamente lavem a pele com água para retirar esse material, além disso, é necessário observar a pele caso apareça alguma irritação. Caso isso aconteça, a pessoa deve procurar o posto de saúde mais próximo para realizar o atendimento com os primeiros socorros para que complicações maiores não aconteçam posteriormente. 

Um projeto, em nível de pós graduação da FURG – Instituto de Oceanografia, está sendo desenvolvido desde Tapes até outras regiões do Rio Grande do Sul, para monitorar onde essas manchas verdes da cianobactéria se encontram, através de imagens de satélite que facilitam a busca e a descoberta de como elas chegam nas praias, para que assim, um monitoramento e um alerta possa ser feito para a população ficar ciente dos locais onde tem mais chances delas se acumularem. 

Por fim, Sarkis deixou um aviso para as pessoas sobre a direção do vento que esse micro-organismo se acumula mais: “Procure uma enseada que não fique de frente pro vento nordeste que é o vento predominante. Aquelas que ficam de frente pro vento nordeste são as que mais acumulam esse micro-organismo”.  

Ouça a entrevista completa para mais detalhes: