A pandemia de Covid-19 já atingiu milhões de brasileiros, entre eles, pacientes dos grupos de risco com diferentes comorbidades, que inclui pressão alta, sobrepeso, obesidade, síndrome metabólica, diabetes, asma, enfisema pulmonar, insuficiência renal, entre outras. Nesta manhã (18), o cardiologista, Dr. Alfredo Born, presidente da Sociedade de Medicina de São Lourenço do Sul (SOMESUL), falou sobre os sintomas do novo coronavírus em cardíacos, mais propensos a desenvolver sintomas graves da doença.

De acordo com informações do profissional, 81% da população em geral apresenta casos leves ou são assintomáticos para a doença; 40% desenvolvem sintomas que vão de leves a moderados; em torno de 14% a 15% evoluem para o quadro grave; 5% da população precisa de internação.

Ao São Lourenço Repórter, Dr. Born afirmou que é importante respeitar a Covid-19, evitando o sedentarismo e tendo alimentação balanceada, visto que faz bem a saúde física e mental e, além disso, aumenta a imunidade do organismo, protegendo nosso corpo contra doenças. “Os mais magros tem vantagem: quem pratica atividades regulares, quem tem uma alimentação saudável”, ressaltou.

Além disso, o presidente do SOMESUL falou sobre os cuidados necessários durante a pandemia, recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Ministério da Saúde e pelos profissionais da saúde, como manter o distanciamento social, usar a máscara e lavar as mãos. “Evitar colocar a mão no rosto, nos olhos, no nariz e na boca. As mucosas são as principais formas de entrada do vírus no organismo”, completou.

De acordo com o cardiologista, a vacina Coronavac, do Instituto Butantan e a Oxford-AstraZeneca, da Fiocruz, possuem diferentes comportamentos em relação às novas variantes do coronavírus que estão circulando no mundo. Contudo, os imunizantes apresentam proteções seguras contra a doença, suficientes para evitar mais mortes, a evolução de casos leves para graves e sequelas.  “14 dias após a primeira dose, tu já vai começando a ter um tipo de resposta imunológica no teu organismo. A chance já começa a diminuir duas semanas depois da primeira dose. Na verdade até antes, a resposta imunológica é gradual.”

Para mais detalhes, ouça a entrevista completa a seguir:

Entrevista com o cardiologista, Dr. Alfredo Born

por São Lourenço Repórter | 18/02/2021