O período da safra de camarão se prolonga até o dia 31 de maio, no entanto, ela não chega exatamente até esse período, devido às alterações climáticas que acontecem e, que por consequência dificultam o trabalho dos pescadores. NO MÁXIMO ela vai até meados de abril.

A expectativa dos marítimos, em cima da safra, continua otimista, dado que a retração foi positiva no volume de camarões que foram pescados no mês de fevereiro, porém, mesmo assim os pecadores estão apreensivos, devido às  chuvas das últimas duas semanas, na qual fez o preço dos crustáceos subir, conforme informações concedidas pelo empresário, Gabriel Cunha, da JAPESCA, em entrevista ao São Lourenço Repórter na manhã desta quinta-feira (4).

A empresa Japesca, uma das mais tradicionais do pescado que atua no sul do Brasil desde 1970, exerce atividades na Lagoa dos Patos, Mirim e Mangueira. O empresário fez uma análise do período de pesca que também inclui a tainha, traíra e cascudo: “O pessoal (pescadores) está voltado mais e aproveitando a safra do camarão que é uma safra curta”, destacou.

Ainda, em uma linha direta com todos os pescadores locais da região, o âmbito de comercialização da JAPESCA se expande para outros estados, como Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

Contudo, Cunha se mostrou preocupado com os pescadores que se deslocam até o sul para fazer a pesca, pois não é sempre que a conservação do produto é feita de forma adequada, sendo comercializado de forma inadequada para consumo – ouça a entrevista completa a seguir:

Entrevista com o empresário, Gabriel Cunha

por São Lourenço Repórter | 04/03/2021