Um verdadeiro caos econômico e na saúde da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul diante à pandemia. Dos 12 leitos cadastrados junto ao Monitoramento de Leitos do Rio Grande do Sul, no início da noite desta sexta-feira (19), a casa de saúde registrava 17 pacientes positivados na Ala Covid-19, mais uma morte durante à tarde, sem contar com falta de medicamentos e insumos no mercado. “Dentro da equipe de enfermagem, técnicos, a gente tem um limite para que possa dar um atendimento. A gente conseguiria suportar uns 20 pacientes”, destacou o administrador, André Hinterholz, à reportagem do São Lourenço Repórter.

Outro fator preocupante é com a saúde financeira da instituição filantrópica: “COLAPSO, onde desde o mês de janeiro estamos enfrentando uma série de problemas econômicos e financeiros: atraso no pagamento de fornecedores, médicos, empréstimos, folha de pagamento. Repasses de janeiro pra cá não houve. Emendas parlamentares vão ocorrer a partir de abril. Tem um intervalo de meses que não veio recurso. Não vem o dinheiro ‘novo’ para atender esse paciente (com coronavírus)”, destaca o administrador.

Administrador da Santa Casa, André Hinterholz, em entrevista ao SLR.

E se não bastasse o drama, insumos e medicamentos estão escassos – as exigências do mercado farmacêutico em pandemia são cada vez mais ásperos. “Com a falta de insumos tu é obrigado a comprar outros medicamentos que tem um preço mais elevado. E na contrapartida esses produtos estão sendo vendidos à vista. A Santa Casa não tem esse fluxo de caixa”, enfatiza o caos.

Contudo, o oxigênio no hospital está controlado, apesar do consumo elevado na pandemia: “A gente tem um tanque de oxigênio que conseguimos controlar dia a dia”, diz Hinterholz.

Na oportunidade, Hinterholz explicou também porque a pandemia do coronavírus tem desestruturado o lado financeiro das casas de saúde: “Não é só à beira do leito onde o paciente está internado que se eleva esse custo. É uma gama de itens: material, medicamentos, insumos, oxigênio. É todo um equipamento que o profissional precisa para ele atuar em segurança junto ao paciente”, evidenciou.

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Entrevista com o administrador André Hinterholz

por São Lourenço Repórter | 19/03/2021