Em fevereiro de 2020, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), denunciou sinais de irregularidade no convênio assinado entre o município de São Lourenço do Sul e o IBSaúde.

Posteriormente, o Ministério Público emitiu um ofício pedindo esclarecimentos para a Prefeitura Municipal e abriu inquérito civil para investigação.

Em entrevista ao São Lourenço Repórter nesta manhã (22), o diretor adjunto do Simers, Dr. Willian Adami, afirmou que a terceirização é sinal de precariedade, pois acredita que o lucro nas prestações de serviços precisa ser adquirido.

“A prefeitura tem um recurso e ela ou o Estado, o ente público que deveria fazer esta assistência a saúde, que é dever, ela repassa esta sua atividade para um terceiro e esse terceiro tem uma forma precária de contratação do profissional. Muitas vezes remunerando de forma inadequada e que eventualmente, cobrando muito mais do que o ente público investia, gastaria, para prestar essa mesma assistência”, ressalta.

Segundo o diretor, após a espécie de convênio ser firmada, o Simers solicitou o documento à prefeitura, porém não foi obtido êxito. “Depois a gente oficiou formalmente a prefeitura e também encontrou essa dificuldade de acesso ao documento. Então com o término da relação contratual com a Santa Casa a prefeitura firmou um convênio que é no mínimo estranho”, conclui.

No momento, o Simers está aguardando a conclusão da investigação do MP, no qual pode apresentar diversas ramificações, de acordo com Adami. “Pode-se tornar uma ação civil pública, pode-se tornar em um processo por improbidade administrativa, enfim, a gente não discute aqui o rumo, o destino final do processo, a gente tem que aguardar o trabalho do MP”.

Ouça a entrevista completa:

Entrevista como o diretor adjunto do Simers, Dr. Willian Adami

por São Lourenço Repórter | 22/03/2021