Parece que a pesca de arrasto (redes), suspensa temporariamente, medida tomada pela Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP), do Ministério da Agricultura, tem gerado pressão de grande empresários do setor para fiscalização aos pescadores artesanais. “Tem camarão na Lagoa e os pescadores não estão indo buscar. O Ibama e a Patram estão com uma perseguição pra cima dos pescadores. Na última semana a fiscalização esteve três vezes em São Lourenço do Sul, até de helicóptero”, disse o empresário local Clodoaldo Vargas.

A expectativa com a safra que se estende até o dia 31 de maio, gerando renda e emprego na região e estimativa de lucro de R$ 1 milhão a cada 3 dias apenas em São Lourenço, pode estar prejudicada: “A expectativa que nós estávamos, e realmente se concretizou em uma boa safra de camarão. A fiscalização semana passada ficou na entrada do Arroio São Lourenço com uma lancha proibindo que os pescadores entrassem”, denunciou Vargas.

Foto: Divulgação/PATRAM.

E se não bastasse, a fiscalização se estende persistentemente aos caminhões que vem aqui buscar o produto, apontando irregularidades no talão do produtor, acusando suposta simulação no comprovante de carga. “Eu presenciei uma cena que a Patram apreendeu a rede de pesca e quase prenderam o pescador. Estão apreendendo a carga dos caminhões nas rodovias. Estão prejudicando o escoamento da safra”.

Ou seja, sem comprador e, com fiscalização demasiada, a safra do camarão na Lagoa dos Patos está ameaçada.

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Entrevista com o empresário local, Clodoaldo Vargas

por São Lourenço Repórter | 24/03/2021