A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define nesta terça-feira (29) o valor do reajuste das bandeiras tarifárias, que vai gerar impacto nas contas de luz. Na sexta-feira (25), o órgão anunciou que o sistema vai continuar com a bandeira vermelha patamar 2 em julho, a taxa mais elevada.

É o segundo mês consecutivo em que a bandeira vermelha em seu segundo patamar. Em maio também foi acionada a bandeira vermelha, mas no patamar um. Nos meses anteriores, de janeiro a abril, vigorou bandeira amarela.

De acordo com a Aneel, a manutenção da bandeira se deve à baixa quantidade de água que chegou aos reservatórios das hidrelétricas em junho, “entre as mais críticas do histórico”.

Atualmente, os consumidores pagam uma taxa adicional de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, mas esse valor deve ser bem mais alto a partir do próximo mês. Alguns especialistas apontam a necessidade de a taxa ser elevada a, pelo menos, R$ 10 a cada 100 kWh, um aumento de 60%.

 A proposta apresentada ainda em março previa um aumento de 21% na bandeira vermelha patamar dois, que passaria a R$ 7,571 a cada 100 kWh. Mas a agência já assume que será necessário um reajuste maior. A avaliação é que esse percentual não é suficiente para cobrir os custos da compra das usinas termelétricas, necessárias para garantir o abastecimento em meio à pior crise hídrica dos últimos 91 anos.