“A Policlínica deveria ter feito esse atendimento inicial e transferido para Pelotas”, diz administrador da Santa Casa

A Prefeitura Municipal diz que houve negativa dos profissionais médicos do hospital para atender um paciente de 70 anos, que veio a óbito no último domingo (1º). Por sua vez, a Santa Casa diz que pacientes cardíacos, ou com AVC, o correto é encaminhar diretamente para um Hospital de Alta Complexidade, ou seja, onde há resolutividade. Em nota, o prefeito Rudinei Härter disse que tomará todas as providências cabíveis juntos aos órgãos fiscalizadores para que casos semelhantes não se repitam e para que os profissionais envolvidos sejam responsabilizados.

O administrador da Santa Casa de Misericórdia, André Hinterholz, se manifestou sobre a nota pública da Prefeitura, nesta terça-feira (3), no São Lourenço Repórter. “Este é um hospital de Média Complexidade; a gente tem limites de atendimento. Alta Complexidade é Pelotas”, enfatizou.

Indagado sobre os procedimentos tomados no fatídico acontecimento, Hinterholz respondeu: “Esse tipo de paciente cardíaco, a Santa Casa quando tinha o Pronto Atendimento, a gente recebia, dava o primeiro atendimento e transferia para Pelotas. A Policlínica deveria ter feito esse atendimento inicial e transferido para Pelotas”.

Na entrevista, o administrador ainda detalhou o destino dos R$ 11 milhões que recebe do Estado por ano e, questionou a origem dos recursos para implementação da Policlínica

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