A Bancada de Vereadores do Partido dos Trabalhadores (PT), através dos vereadores Luis Weber, Ronei Schmalfuss e Ildo Döring, apresentou no Legislativo Municipal um Projeto de Decreto Legislativo, visando conceder o Titulo de Cidadão Sul-Lourenciano ao Senhor Ellemar Wojahn, pelos relevantes e inestimáveis serviços prestados à coletividade do Município.

Justificativa

Curiosa é a relação das pessoas com os lugares. Muitas pessoas não permanecem em sua terra de nascimento. Esta também é a história deste cidadão a ser condecorado por esta Casa Legislativa. Ellemar Wojahn nasceu no município de Tucunduva em 14 de junho de 1956, pais agricultores, Lauro Ellemar Wojahn e Alma Mund Wojahn. Em 1969, foi estudar em Três de Maio, Colégio Agrícola, em regime de internato. De 1970 a 1975, residiu em São Leopoldo, para estudar no Instituto Pré-Teológico, escola de formação humanista onde sedimentou sua visão de mundo. No IPT pela primeira vez ouviu falar de São Lourenço do Sul, pelo colega de turma, João Kruger. Em 1977 ingressou no curso de Agronomia em Pelotas. Novamente um colega de turma de São Lourenço, Fernando Schneid, fez um convite, conhecer a Boa Vista.

Formado em Agronomia, foi selecionado para dar início ao trabalho do Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA – na região, em 1982. Primeiros contatos com a realidade das famílias de agricultores em São Lourenço do Sul. Missão difícil: apontar perspectivas, novos caminhos. Solos esgotados e erodidos, culturas tradicionais como a batatinha em declínio, dependência dos comerciantes. Positivo o apego a terra e vontade de permanecer na agricultura. No ano de 1985, o CAPA implanta sua sede em São Lourenço do Sul e com sua família passou a residir nesta terra, a qual ele considera maravilhosa. Dois de seus filhos, Carolina Surita Wojahn e Elias Surita Wojahn, nasceram em São Lourenço do Sul.

Junto com o Guilherme Surita Wojahn, os filhos cresceram e tiveram uma infância prazerosa e de muita liberdade. Os dois guris selaram o amor a São Lourenço casando com lourencianas, Gabriela Hax e Mariana Schmechel, noras queridas. Como agrônomo e formação em cooperativismo dedicou boa parte de sua vida profissional aos agricultores familiares de São Lourenço.

Na implantação do trabalho do CAPA, que trouxe nova visão e perspectivas. Cuidado com o solo, novas sementes e novas tecnologias. A necessidade de construir alternativas coletivas. As primeiras associações: Faxinal, Pinheirinhos e Socorro. Iniciativas de comercialização direta com consumidores. Os pontos de feira na capital de nosso Estado. Constatou a necessidade de uma organização mais profissional para enfrentar o mercado. Amadureceu aos poucos o projeto de implantação de uma cooperativa. Assim, em 1992 é criada a Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores da região Sul – COOPAR. Localizada na Boa Vista, com o desafio de criar uma nova perspectiva para a agricultura familiar da região. Foi o primeiro presidente da Cooperativa. Estimulou a produção orgânica junto aos primeiros agricultores feirantes de São Lourenço do Sul, apoiou o associativismo e cooperativismo no município através das associações, Coopar, Coopesca, Assaf/Fetraf Sul.

Por morar no bairro Navegantes, estabeleceu uma relação de amizade com as famílias de pescadores. Convivência que mantém seus laços até os dias de hoje. Muitas partidas de futebol no campinho da CEBEM, praiano e no Mocidade. Na política lourenciana também contribui concorrendo a cargos eletivos. Em 2005 e 2006, foi secretário Municipal de Desenvolvimento Rural. Atualmente, assessora a direção da Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultor da região Sul – COOPAR. Por os motivos acima expostos, destacados assim, pelos relevantes e inestimáveis serviços prestados a nossa comunidade lourenciana, através de sua trajetória de vida que permeia em São Lourenço do Sul, a qual este o considera como sua cidade do coração, nada mais justo que agraciar este cidadão com a honraria máxima de nosso município, tornando-o em definitivo como parte integrante da história de São Lourenço do Sul.

A Matéria seguirá os ritos da Câmara Municipal até a sua aprovação pelos vereadores lourencianos.