Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, oficializar o reajuste de 33,23% para professores da rede pública de educação básica, através de portaria, elevando de R$ 2.886 para R$ 3.845 o piso salarial nacional da categoria, a discussão entra na pauta dos municípios. “Canguçu foi feito reajuste, Cristal, Camaquã”, disse o presidente do Sindicato dos Municipários de São Lourenço do Sul (Simussul), Jorge Xavier – somasse o município de Pelotas.

Na Câmara de Vereadores, também entrou a proposta do Governo Rudinei Härter (PDT). Contudo, ao invés dos 33,23% de reajuste, a proposta é de 2%, tanto para o magistério, quanto para o quadro geral. Xavier, em entrevista ao São Lourenço Repórter na manhã de hoje (24), afirmou que estão usando a pandemia para sucatear o funcionalismo público: “A educação não é gasto; é gasto quando é usado errado o dinheiro”, falou, respondendo a declarações do executivo de que a Administração Municipal já investe 25% do caixa, na educação.

Segundo o presidente do Simussul, o Município também alega que a folha salarial já está comprometida em 56% da arrecadação, 6% a mais que o permitido. “O argumento é esse, que a folha estourou. O prefeito antecipou o pagamento das férias dos professores porque ele precisava estourar a folha; foi o que ele nos disse na reunião; ele ganha um prazo de 10 anos para legalizar tudo isso”, relatou.

Xavier convocou a categoria para se fazerem presentes nas audiências públicas na Câmara de Vereadores e, de forma presencial, nos dias 30/03 (AP do Magistério) e 6/04 (AP do Quadro Geral). Na entrevista, ele também faz outras importantes afirmações. “Essa conta (atualização salarial) é pagável”. Por fim, questionado pela reportagem, do porquê o prefeito não faria o reajuste, disse que por ser “birrento, só posso falar isso” – escute a entrevista na íntegra:

Entrevista com o presidente do Simussul, Jorge Xavier

por São Lourenço Repórter | 24/03/2022