A realidade da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul não é diferente – dívidas acumuladas com bancos por causa da defasagem dos contratos com o SUS.

A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil fez um protesto em Brasília para chamar atenção para a crise financeira nas unidades. Manifestantes fixaram mais de 1,8 mil cruzes em frente ao Congresso Nacional, uma referência ao número de hospitais filantrópicos pelo país.

O São Lourenço Repórter conversou na manhã desta quinta-feira (19/05) com o administrador da Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul, André Hinterholz, o qual confirmou a realidade também do nosso hospital filantrópico.

Grupo põe 1,8 mil cruzes na Esplanada dos Ministérios, para pedir auxílio a Santas Casas e hospitais filantrópicos — Foto: TV Globo/Reprodução.

Segundo a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, mais de 700 desses estabelecimentos têm dívidas acumuladas que chegam a R$ 10 bilhões com bancos por conta da defasagem dos contratos com o SUS.

A confederação afirma que vai entrar com um pedido formal para que o Congresso aprove um auxílio financeiro anual de R$ 17,2 bilhões, que cobriria o déficit na prestação de serviços.

O Ministério da Saúde afirmou que repassa recursos mensalmente aos fundos estaduais e municipais de saúde para o custeio de serviços hospitalares – inclusive do setor filantrópico. Que em 2021 foram mais de R$ 67 bilhões. E que a gestão e o financiamento do SUS são compartilhados entre União, estados e municípios – como determina a Constituição.

Para o Senado, a Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Brasil encaminhou um Ofício solicitando deliberação de recursos para suportar os impactos decorrentes das demandas; que seja viabilizada a alocação de recursos na ordem de R$ 17,2 bilhões (R$ 10,9 bilhões do déficit na prestação de serviços ao SUS + R$ 6,3 bilhões do impacto do piso salarial da enfermagem), anualmente, em caráter de urgência. Também, para o dia 25 de maio, está sendo uma grande mobilização em Brasília, como nos informou o administrador da Santa Casa, André Hinterholz.